25.4.07
24.4.07
Não só pela familiaridade nostálgica, mas também pelo que retrata, não posso deixar de postar este vídeo sobre Dalston, mais uma área de Londres a caminho do progresso arquitectónico-urbanístico...
Dalston Lane is a street in Hackney, London. There are development plans afoot and local stories to be heard. There is a theatre, a one time famous music hall, that the local government wish to demolish but the local people want to keep alive. Actually the theatre is squatted and is an open place where people meet to discuss the future of the area. (more)
Para mais informações ver dalston aberto.
Impagável este post de Gonçalo Afonso Dias. Soube-me particularmente bem, num dia em que recebi via mail um artigo sobre a revisão do 73/73. A endrómina é tanta, que acabo (em sintonia) com a quadra do final da mensagem:
Direi em bom português:
P'ra virem com esta merda
Mais vale o setenta e três"
18.4.07
On The Fountainhead
No artigo da Wikipedia sobre este excelente (e absolutamente imperdível) filme, diz-se isto:Economist Mark Skousen criticized The Fountainhead on ideological grounds, arguing that Rand's protagonist contradicts a basic premise of laissez-faire capitalism (and therefore of Objectivism) — consumer sovereignty: "Howard Roark's conviction ["An architect needs clients, but he does not subordinate his work to their wishes."] is irrational... For Roark, A is not A. He wants A to be B — his B, not his customer's A. Thus, Ayn Rand's ideal man misconceives the very nature and logic of capitalism — to fulfill the needs of customers and thereby advance the general welfare."
Rand would respond that "In all proper relationships there is no sacrifice of anyone to anyone. An architect needs clients, but he does not subordinate his work to their wishes. They need him, but they do not order a house just to give him a commission. Men exchange their work by free, mutual consent to mutual advantage when their personal interests agree and they both desire the exchange. If they do not desire it, they are not forced to deal with each other. They seek further. This is the only possible form of relationship between equals. Anything else is a relation of slave to master, or victim to executioner." According to Rand, the basis of capitalism is neither "to fulfill the needs of customers" nor to "advance the general welfare."
Perante esta discussão, o que eu perguntaria era o seguinte: será que Howard Roark, com os seus ideais arquitectónicos, poderia não apenas reverter a lógica do capitalismo, mas transcendê-la completamente? Existirá, no mundo em que vivemos, arquitectura que não reproduza as relações de poder que sustentam o sistema capitalista?
17.4.07
16.4.07
Sobre os limites das noções de justiça territorial/espacial (e por arrasto das design-based approaches) já o Harvey dizia em 1973 que "programmes which seek to alter distribution without altering the capitalist market structure within which income and wealth are generated and distributed, are doomed to failure”. Na tradição Marxista produção é distribuição, o que significa que a justiça distributiva só pode ser atingida pela redefinição do sistema produtivo. As tradições liberais separam as partes do todo e como tal, "[push] for prophylaxis rather than radical surgery, for fixing institutions rather than fixing the market system” (Merrifield 2002). Perante isto, como nos podemos nós transformar em "insurgent architects" (Harvey 2000) e projectar (!) SPACES OF HOPE?
15.4.07
quem diria?![zen = meditação silenciosa]
... à parte do fumo e da chinfrineira fica a homenagem!... e o espanto da primeira visita a Matosinhos Sul! Fenómeno (nova ribeira!) ou especulação (franchising urbano!)?
Nota sobre a contemporaneidade urbana
A contemporaneidade urbana pode ser interpretada de diferentes formas. Sendo a cidade um produto de actividades que são essencialmente políticas, tais formulações interpretativas relacionam-se com o posicionamento teórico-ideológico de quem a interpreta. Assim, enquanto os racionalistas interpretam a realidade urbana como sendo incapaz de traduzir a razão instrumental e objectiva na satisfação daquele que consideram ser o interesse público, os neo-liberais preferem denunciar o modo como essa mesma realidade se constitui como um obstáculo às forças económicas e ao funcionamento do mercado como mecanismo distributivo. Do lado das perspectivas críticas, os pós-modernistas olham para as cidades como entidades complexas caracterizadas por uma enorme diversidade de interpretações e apropriações do urbano, enquanto os economistas políticos percebem esse mesmo urbano como um dos principais palcos do conflito de classes e o seu desenvolvimento como perpetuador das desigualdades que sustentam a ordem social vigente e os interesses do capital. In Which side are you on?
14.4.07
Quando será um homem capaz de dar a vida, p’ra levar de vencida uma razão de viver?
Talvez à sexta, que sempre é depois da quinta nesta vida que não se aguenta e vai sempre de mal a pior… Afinal, o que é que se há-de fazer? Entretém-te filho, entretém-te!
Mas uma coisa é ser velho, outra é ser antigo. BINGO!
13.4.07
12.4.07
Sobram então algumas morais que se podem tirar. Em primeiro lugar, esta polémica não faz sentido para o grosso da população (o real grosso), que é desprovida de estudos, tendo apenas o 9º ano, a custo e para poder tirar a carta de condução. Para esses, tudo isto é um desperdício de tempo e recursos mediáticos e significam, sem dúvida, umas massivas intenções de voto para José Sócrates. Em segundo, o timing (sim, sou conspiracionista), do início da polémica coincidir, poucos dias depois, com o falhanço redondo da OPA da Sonae sobre a PT. Na alta finança e na política não há coincidências e o principal mensageiro da provas, faltas, cábulas, transferências e palha informativa a 0,016€ a página é o jornal Público, propriedade SONAE.
Por fim, há o aborrecimento inerente com a chamada "elite" que acha que realmente faz alguma coisa por este país: os "Doutores da opinião", que olham para o caso com desdém e melíflua superioridade por trás das batinas, e os Engenheiros Técnicos, confrontados com o início do fim das caganças de títulos tão em voga em Portugal, que vão começar a ser questionados sobre o facto de serem mesmo "engenheiros" ou outra coisa qualquer que está por inventar.
Pessoalmente, deixou-me triste ver ontem o nosso maior representante político na mesa, a responder sobre o seu currículo. Foi humilhante, triste e um espectáculo "à americana" que não interessa, que não interessava e que não acrescenta nada a nós próprios que não o reflexo da nossa cultura matarruana, maledicente e invejosa.
11.4.07
No caso da Estação de Braga, a "nova", que já lá vão 3 anos, e ignorando as variáveis mesquinhas de gosto e tacto espacial, não é possível não antipatizar com o desrespeito ao antigo. A estação "velha" foi sufocada nas paredes do novo, com o rabo de fora (literalmente), criando uma espécie de cenário tão desagradável quanto triste. A visitar para, no mínimo, sair com sorriso amarelo e um encolher de ombros.

30.3.07
Direito à Habitação: assim se protesta em Espanha. Por cá a nossa Constituição diz que todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar. É no Artigo 65.





